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O que
teria
tua voz,
moça,
que me
parece
antiga...
O timbre
de
alguém
que um
dia
amei,
não
sei...
Em
outra
vida!
Escuto-te
e
viajo...
A
lugares
que
nunca
vi!
Engraçado...
e nesse
estado,
parece
que já
estive
ali...
Escuto-te
e
pronto!
Treme
minha
alma e
coração...
Parece
que já a
escutei
em
alguma
outra
dimensão!
Às
vezes,
nem
preciso
escutar...
Parece
que a
ouço me
chamar!
Quando
balançam
as rosas
ao
vento...
Estaria
eu
divagando
ou
bobeiras
imaginando,
neste
fugaz
pensamento?
Já
respondi
ao nada
algumas
vezes...
Escutei
apenas o
eco das
paredes!
Tive a
nítida
impressão...
Que tu
me
chamavas
de algum
lugar,
sem que
eu
soubesse
a
direção!
Seria
pelos
pinheiros
chorões?
Aqueles
que
assoviam
ao
vento...
Quando
não
trazem
canções
parecendo
tristes
lamentos?
Amo tua
voz...
Muito
embora
eu nem
conheça
o teu
rosto
e já
tenha
pedido a
minha
alma que
te
buscasse!
Seria
também
conhecida,
quando
meus
olhos
pousassem
em tua
face?
De
alguém
que fora
minha um
dia
ou
apenas
de uma
amiga...
Amo a
tua voz!
Ainda se
declamas
minha
poesia...
Aquelas
em que
falo de
algum
amor,
perdidos
em algum
dia!
Amo a
tua voz!
Tão
antiga e
conhecida...
Traz-me
dos
olhos
imensa
foz,
de
minhas
lágrimas
vertidas!
Amo a
tua voz!
Será que
estaria
enganado?
Seriam
ecos
parecidos
a de
alguém,
que
deixei
em algum
passado?
Sei que
amo a
tua voz!
Em minha
solitude
e
saudade...
Fragmento
perdido
no
presente,
talvez
de um
passado
onde
fomos
nós!
www.josegeraldomartinez.hpg.ig.com.br
martinez.ata@terra.com.br
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declamação:
Anna Müller

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